Dinheiro é uma ferramenta

Somos todos criaturas do Criador divino. Filhos de Deus.

A vida material é um sonho lúcido. Um sonho que parece ser real.

Essa dualidade em que vivemos é só uma aventura do ego. A vida é um sonho em que nos sentimos sozinhos e muitas vezes frustrados e abandonados. Nos questionamos “aonde está Deus? Por que ele não atende as minhas preces?”

Nos lembramos de como é viver no nosso pleno potencial. Nos lembramos como o nosso entorno é automaticamente afetado por nossos sentimentos e pensamentos. Nos lembramos do amor incondicional de Deus de forma tão intensa que buscamos desesperadamente por esse amor em pessoas e situações.

Temos saudades de casa. Saudades do Pai.

Muito do que desejamos profundamente é a completa aceitação e pertencimento que experienciamos com Deus. Nos esquecemos que não há necessidade de nos provar ou nos preocuparmos com o nosso valor. Deus está dentro de nós. Todos viemos para brilhar, para manifestar a glória de Deus através das nossas ações. E o amor de Deus é uma cachoeira de abundância constante.

Nos braços de Deus não existe competição. Há amor para todo mundo e de forma ilimitada.

No nosso dia-a-dia as vezes temos uma conexão com esse sentimento. Uma tarde gostosa com os nossos amigos, um encontro com uma pessoa especial, o sorriso da pessoa amada, a gratificação de um trabalho bem feito, um por do sol visto do alto de uma montanha.

Por mais breve que seja, o tempo chega a parar. Vivemos por alguns segundos o amor incondicional de Deus.

O nosso instinto é o da busca pelo amor. Pelo conexão com o Todo.

Temos saudades de estar nos braços do Pai.

Queremos ser aceitos. E nos esquecemos que temos primeiro que nos aceitar. Aceitar a nossa realidade, a nossa natureza.

Quando não nos aceitamos, nos culpamos. “Por que eu não sou uma pessoa melhor?”

E a culpa nos corroe por dentro, lenta e gradualmente nos afastamos de nós mesmos.

Ao encarnar aqui na Terra tudo é estranho e desajeitado. O tema por aqui é a incompletude. Nos sentimos incompletos, parece que falta algo dentro de nós. Chega a ser irônico, pois como emanações que Deus, criaturas do Criador, feitos à sua imagem e semelhança, somos completos por natureza.

Isso significa que temos o poder para criar tudo o que desejamos. Por nós já somos!

Aprendemos com os nossos pais e com o nosso entorno a nos proteger de possíveis perigos, a competir e buscar tudo o que precisamos para preencher nossas necessidades materiais.

Mas tudo o que precisamos está dentro de nós. Somos co-criadores.

Precisamos tirar todo o lixo que existe dentro de nós para deixarmos a centelha brilhar.

Quando encarnamos nos esquecemos de quem somos. Sentimos um vazio, falta algo. Saudades de casa. Saudades do amor de Deus. E nos apegamos ao mundo exterior, pois é tudo o que conhecemos, e está no nosso DNA a busca pelo prazer e a fuga da dor.

Fugir da dor é um instinto de sobrevivência.

Estamos perdidos nesse mundo, sozinho e desamparados.

E o dinheiro pode comprar conforto e status social.

Ele faz com que nos sintamos mais especiais, pois temos coisas que as outras pessoas não têm.

E pode trazer conforto para que não gastemos as nossas energias preocupados com a nossa subsistência.

O acúmulo de bens de forma indiscriminada é uma vã tentativa de suprir esse o vazio que existe, essa saudades enorme de estar nos braços do Pai.

E quando buscamos preencher esse vazio com coisas do mundo material, abrimos mão do nosso poder interior. Nos afastamos de nós mesmos e nos tornamos mesquinhos, avarentos…

Queremos sempre mais. Inconscientemente temos a esperança de que mais dinheiro, mais conforto, mais status nos levará de volta para os braços do Pai.

E essa repulsa que muitas vezes sentimos com relação ao dinheiro é na verdade uma repulsa pelo uso que é feito dele, não pelo dinheiro em si. É um medo das nossas próprias sombras. Um medo que temos de agir de forma mesquinha e avarenta e não sermos mais considerados pessoas espiritualizadas.

O dinheiro é uma ferramenta, e como toda ferramenta o que importa é o uso que fazemos dela, não a ferramenta em si.

Pense em um martelo. Ele não é bom nem ruim. Você não diz por ai: “pare de usar o martelo, não é uma coisa boa!”

O martelo só é. Ele não possui vontades e anseios. A sua finalidade é ser utilizado para facilitar as nossas vidas.

A gente pode utilizar para pregar um prego na parede ou para machucar alguém. Ele é neutro. O que importa é como usamos ele.

O mesmo acontece com o dinheiro. O que importa é como usamos, para que usamos.

O problema consiste em não sabermos para onde estamos indo e utilizamos o dinheiro para ir para todos os lugares, menos para dentro de nós. Que é onde está a resposta, o verdadeiro conforto, o amor de Deus!

Estamos no mundo material para vivermos experiências materiais. Fugir do dinheiro é fugir da prova a qual nos propusermos a passar. Negamos o dinheiro quando queremos negar a avareza, a mesquinharia, as atitudes das pessoas que estão longe de Deus.

A matéria não é inimiga da luz. A matéria é um palco para desenvolvermos a nossa luz.

Nos conectarmos com a nossa real natureza é como nos lembrarmos, após muito tempo perdidos no mar, que temos uma bússola no bolso. Deus é a nossa bússola e a vida aqui na Terra são a águas que devemos navegar. De nada adianta navegar sem uma bússola. De nada adianta ter a bússola em mãos e ficar parado.

O problema não é o dinheiro. O problema é o nosso apego! E desapegar não é não nos importar. O dinheiro é importante sim. Desapegar é entender que nada na matéria nos matará a saudades do Pai.

“Nosso medo mais profundo não é o de sermos inadequados.
Nosso maior medo é não sabermos que somos poderosos,
além do que podemos imaginar.
É a nossa luz, não a nossa escuridão, o que mais nos apavora.

Nos perguntamos:
Quem sou eu para ser brilhante, maravilhoso, talentoso e fabuloso?

Na realidade, quem é você para não ser?

Você é filho de Deus e se fazer de pequeno não ajuda o mundo.
Não há nenhuma bondade em nos diminuirmos para que os outros não se sintam inseguros ao nosso redor.
Todos fomos feitos para brilhar, como as crianças brilham.
Nascemos para manifestar a glória de Deus que está dentro de nós.
E ela não está apenas em um de nós, está em todos.
E conforme permitimos a nossa própria luz brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo.
E conforme nos libertamos do nosso medo, nossa presença automaticamente liberta os outros.”

(Um retorno ao Amor – Marianne Williamson)

Podemos utilizar o dinheiro para que sejamos um instrumentos mais potente da luz e da bem!

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